Nem Tam, nem mires: Tamires.
Não sabe falar meu nome, nem fala comigo.
Não sabe escrever, pior ainda, passa longe de mim.
Não sei me definir, mas acho que sou "tudo de muito". Até hoje ainda não descobri alguma coisa que faltasse, de fato, em mim.
Eu vivo de excessos.
Excesso de alegria, excesso de tristeza, excesso de irritação, excesso de paixão. Incrivelmente, excesso de frieza.
Eu mudo como qualquer pessoa e nada nem ninguém pode impedir isso.
Eu não escondo o que sinto - por nenhum motivo. E odeio pessoas que o fazem sem motivo. Aliás, odeio ainda mais quem o faz com motivo - ou pensa que tem motivo - porque assim a pessoa, além de estar mentindo pros outros, mente pra ela mesma. Não tem mentira mais nociva.
Eu tenho diversas pessoas por quem nutro sentimentos sublimes e que alegram todos os meus dias. Seria ridículo citá-las, porque elas sabem o que eu sinto.
Possuo vícios. Você pode ser um deles.
Na verdade, eu adoro meus vícios, apesar de serem o que são.
Há quem me chame de "tami", há quem me chame de "mires", mas eu sei que para sempre eu vou ser: Tamires.